5ª Edição do Prémio de Jovens Investigadores da AIHM

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A Batalha Real

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Explore o Campo de Batalha

A descoberta da Batalha de Aljubarrota acontece em 3 salas interativas e no espaço envolvente ao edifício, o outrora campo de batalha.

No interior do Centro é possível viajar no tempo através de um espetáculo multimédia, encontrar armadilhas e ossos de combatentes com mais de 600 anos, assim como manusear réplicas de armas da época.

A exploração do exterior é feita através de um percurso lógico e coerente, de forma a tornar clara e percetível a leitura do local onde decorreu esta batalha em 1385, sendo possível percorrer parte do Campo e reconhecer a posição inicial dos exércitos.

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Aprofunde o seu conhecimento e explore a história fascinante da Batalha de Aljubarrota através dos nossos livros.

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A vitória do exército Português na Batalha de Aljubarrota é um momento muito especial na história e independência de Portugal, e o CIBA (Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota) tem o privilégio de ocupar uma pequena área desse campo onde outrora se confrontaram Portugueses e Castelhanos.

O Campo de Batalha é uma “sala de aula” ampla que proporciona um encontro extraordinário com a cultura Portuguesa. A exposição, os vestígios, as réplicas de armas e o espetáculo multimédia ajudam os alunos, in loco, a compreenderem a importância da força de vontade, da estratégia e a coragem dos soldados na época medieval.

À visita ao CIBA podem também associar-se atividades de cariz radical, plástico e lúdico.

5ª Edição

Prémio de Jovens Investigadores da AIHM

Associação Ibérica de História Militar e da Fundação Batalha de Aljubarrota

Decisão do Júri para o Prémio de Jovens Investigadores da AIHM (Associação Ibérica de História Militar e da Fundação Batalha de Aljubarrota. Quinta Edição (2026)

Em Dezembro de 2025, a Associação Ibérica de História Militar (Séculos IV-XVI) e a Fundação Batalha de Aljubarrota, formalizaram um acordo para a atribuição de um prémio destinado a galardoar os trabalhos científicos sobre História Militar da Península Ibérica, entre os séculos IV a XVI, realizados por jovens investigadores menores de 35 anos.

No seguimento deste acordo, no passado dia 15 de Outubro de 2026, realizou-se a reunião do Juri da quinta edição do “Prémio Jovens Investigadores”, formado pelo Doutores; Francisco García Fritz, António Palma Ramalho, João Gouveia Monteiro, Miguel Gomes Martins e Tiago Paz, que decidiu, por unanimidade, outorgar o citado prémio à obra apresentada a concurso pelo Doutor Gonçalo M. Ramos, intitulada Christians and Muslims in the Western Maghrib: difining a zonal Frontier (AH 818/CE 1415 – AH 928/CE 1521).

A obra premiada foi a tese de douramento do autor, orientada pelo Professor Doutor Hermenegildo Nuno Goinhas Fernandes, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Julho de 2024, e aprovada por unanimidade e com classificação máxima.

Trata-se de um trabalho profundamente original, que permite “ver desde dentro” o norte de África do século XV e início do século XVI, no período posterior à conquista de diversas praças-fortes por parte dos Portugueses. O estudo traz à luz o impacto da presença militar cristã no território do Magreb ocidental, tanto na sub-fronteira setentrional, como na fronteira mais meridional (menos conhecida).

A obra destaca-se pela sua excelente organização interna e sustenta-se numa ampla e atualizada bibliografia internacional, assim como numa notável quantidade de fontes (cristãs e muçulmanas) cuja interpretação permite ao autor formular novos conceitos (como os de “campo exterior” ou “fronteira zonal”) e estabelecer, desde uma perspectiva problematizadora e pioneira, um vínculo decisivo entre a história política e social, de um lado, e a história militar convencional, por outro.

O Júri considerou o amplo alcance da aportação historiográfica da obra, tanto pela amplitude temática e cronológica, como pela complexidade do fenómeno estudado e capacidade de integrar perspectivas políticas, militares, territoriais, sociais e culturais. A proposta historiográfica deriva de uma interpretação da presença Portuguesa no Magreb Ocidental, que supera as perspectivas tradicionais centradas na conquista e expansão ultramarina, posicionando-a num marco mais amplo das sociedades fronteiriças medievais, contribuindo assim para uma nova compreensão das relações entre cristãos e muçulmanos de ambos os lados do Estreito.

O Júri decidiu ainda conceder uma Menção Honrosa à obra apresentada por Pedro Garcia Goulart, intitulada “Por quanto esteuera no palanque ataa o Recolhimento do Infante dom Anrrique” Perdão régio e serviço militar no Portugal de Quatrocentos: Os Indultos da Campanha de Tangêr (1437). Este trabalho corresponde à sua tese de Mestrado em História Medieval apresentada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 2025.

Este trabalho, destaca-se pela sua madura exposição historiográfica, pela utilização de um corpo documental bem definido e por uma capacidade apreciável de formular problemas históricos relevantes e originais, como são as relações entre justiça, violência e o serviço militar, na monarquia Portuguesa do século XV. 

Parabéns aos investigadores distinguidos!

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