Facebook Segunda | 26 Junho 2017
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Campo de São Jorge

A intervenção paisagística realizada em 2007 permite hoje aos visitantes a circulação por todo o terreno, sem cortes ou interrupções, entre o Centro de Interpretação e as “covas de lobo”, passando pela Capela de São Jorge. Possibilita-se um percurso lógico e coerente, de forma a tornar clara e perceptível a leitura do território onde se travou a Batalha de Aljubarrota em 1385.

A Arqueologia
Os trabalhos de arqueologia realizados em vários locais do Campo de São Jorge muito contribuíram para um melhor entendimento do sistema defensivo adoptado por Nuno Álvares Pereira e a forma como se travou a Batalha de Aljubarrota. Estes trabalhos foram realizados em 1956 e 1957 pelo Coronel Afonso do Paço, em 1999 pela Dra. Helena Catarino e em 2005, 2006 e 2007 pela Dra. Maria Antónia Amaral. As descobertas das campanhas arqueológicas podem ser apreciados pelo público, tanto no interior do Centro de Interpretação como no exterior.

Anos 50
Nos anos 50 procede-se, por despacho ministerial, a escavações no sítio onde se deu a Batalha Real, e onde, segundo alguns relatos de cronistas históricos, teriam existido algumas estruturas de defesa acessória no terreno de batalha.
Os trabalhos foram dirigidos pelo Coronel Afonso do Paço, em duas campanhas arqueológicas, nos anos de 1958 a 1960. Identificaram-se cerca de 830 estruturas denominadas "covas de lobo", junto à Capela de São Jorge, num total de quarenta filas, entre os 60 e 80 metros de comprimento. Para além destas armadilhas para a cavalaria, identificaram-se também quatro grandes fossos principais.
As “covas de lobo” são essencialmente armadilhas ou estruturas escavadas, de configuração reticular, disfarçadas na paisagem, que serviam para retardar o avanço das tropas castelhanas no terreno.
Os “fossos” eram valas escavadas, de comprimento variável, que, complementando o efeito das covas do lobo, direccionavam a vanguarda castelhana ao encontro da vanguarda portuguesa.

Anos 80
Em meados dos anos 80, Fernando Severino Lourenço estuda a morfologia e composição do terreno do campo de batalha, suscitando algumas dúvidas de carácter temporal, nomeadamente, se um dos grandes fossos, teria sido construído antes ou depois da Batalha. Com efeito Fernão Lopes tinha relatado trabalhos de vigilância e reforço das defesas do acampamento português, nessa mesma noite de 14 de Agosto, a fim de enfrentar uma nova possível ofensiva do exército castelhano.

Anos 90
Nos anos 90, Helena Catarino alargou a área de intervenção arqueológica com o intuito de se compreender qual a dimensão e disposição das estruturas defensivas no campo militar de São Jorge, mais propriamente no flanco direito das tropas portuguesas. Descobriu-se então a existência de mais covas de lobo e fossos, confirmando-se que todo o conjunto de fortificações formaria uma espécie de funil, fazendo com que a frente de batalha se resumisse a escassas centenas de metros.

Anos 2000
Nos anos de 2003 e 2004, Maria Antónia Amaral confirma que o sistema defensivo de inspiração anglo-saxónica no campo de Batalha de Aljubarrota se prolonga para o lado Norte, com um fosso (divulgado por Fernando Severino Lourenço), construído já depois da Batalha, para evitar um novo avanço das tropas castelhanas.

Em todas estas campanhas, foi encontrado um grande número de ossadas de humanos e de cavalos.

A Capela
A Capela de São Jorge, testemunho da época, foi mandada construir pelo próprio Condestável, em 1393.

O Monumento Evocativo de Nuno Álvares Pereira
A Fundação interveio também no restauro e recolocação do monumento alegórico a Nuno Álvares Pereira, datado de 1957, da autoria de Raul Xavier.

Boa visita!

mapa de exploração do campo de batalha, disponível na bilheteira do ciba, custo: 1€

Conteúdos expositivos no interior do CIBA
Parque de Merendas no exterior
Parque Engenhos Medievais no exterior

- A visita completa ao Centro de Interpretação e Campo de São Jorge demora aproximadamente 2 horas.
- O percurso completo a pé no exterior é de cerca de 1,5 quilómetros.
- Aconselhamos o uso de calçado confortável; chapéu e água no Verão e agasalho no Inverno.

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